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A Obesidade como doença crónica

obesidade

A alimentação é um dos aspetos que mais contribui para o bem-estar das pessoas, fornecendo-nos todos os nutrientes e calorias necessários para nos mantermos com energia e com um corpo saudável. No entanto, há diversos fatores que condicionam os nossos hábitos alimentares e o próprio estilo de vida, levando-nos a comer mais do que necessitamos. Como tal, a obesidade é cada vez mais notória, ao ponto de ser já considerada uma doença crónica.

Atualmente, o stress e a falta de tempo fazem parte do quotidiano da maioria das pessoas, que levam um estilo de vida marcadamente tenso. O dia de trabalho é muito preenchido e, muitas vezes, descuramos de uma alimentação equilibrada e saudável, saltando refeições ou ingerindo apenas salgados ou sandes que apenas colmatam a fome à hora do almoço. À noite, pelo contrário, tendemos a comer demais. Como resultado, a comida que ingerimos a mais a esta hora do dia, em que o organismo já não precisa de muita energia, uma vez que é durante a noite estamos em repouso, transforma em gordura que é armazenada no nosso corpo. Desta forma, obesidade vai-se instalando e torna-se uma doença silenciosa.

A obesidade é atualmente um dos principais problemas de saúde na maioria dos países industrialmente desenvolvidos. Em alguns países, como os Estados Unidos, por exemplo, a obesidade chega mesmo a ser considerada uma epidemia, sendo a causa de cerca de 300 mil mortes por ano. Quase metade dos americanos sofre de excesso de peso – incluindo pelo menos 1 em cada 5 crianças.

Dicas para emagrecer com saúde

emagrecer com saúde

A melhor forma para emagrecer e combater eficazmente a obesidade ou excesso de peso é seguir uma dieta equilibrada, de preferência acompanhada de exercício físico.

Observe os princípios básicos que se seguem para emagrecer de forma saudável, rápida e eficaz:

  1. Evite verificar constantemente o seu peso, o que só levaria a um aumento da sua ansiedade. Descontraia-se e deixe que o seu corpo e a sua roupa falem por si!  Poderá fazer um registo mensal (de preferência sempre à mesma hora e na mesma balança);
  2. Faça exercício físico diariamente, que pode ser caminhadas de cerca de 40 minutos;
  3. Beba água entre as refeições (cerca de 1.5 a 2 litros por dia). Ao fazê-lo estará a contribuir para o controle da retenção de líquidos,  que pode originar um aumento ou diminuição brusca de peso;
  4. Não beba refrigerantes (nem mesmo diet ou light) e bebidas alcoólicas. Se não conseguir excluir o seu consumo na totalidade, procure evitá-lo ao máximo;
  5. Tente comer apenas um pão por dia; batata, arroz ou massa só 4 ou 5 refeições por semana; as outras acompanhe com saladas ou legumes;
  6. Semanalmente jante 5 refeições só de sopa de legumes (sem batata e cenoura);
  7. Coma fruta sempre antes das refeições (cerca de 1 hora a 1.5), acompanhando com 1 bolacha de água e sal ou Maria
    Não deve comer bananas, uvas, figos, dióspiros, meloa, frutos secos e tropicais (à exceção da manga, kiwi, ananás e papaia);
  8. Não coma:

Obesidade Abdominal: as gorduras inimigas da saúde

obesidade abdominal

A obesidade abdominal, para além de ser altamente inestética, afeta gravemente a saúde, sendo mesmo considerada a gordura mais prejudicial ao corpo humano.

De acordo com um estudo feito a cerca de 45 mil mulheres, a gordura abdominal aumenta o risco de morte, mesmo nas que apresentam um índice de massa corporal (IMC) considerado normal.

A obesidade abdominal está ligada ao desenvolvimento de vários fatores de risco para o coração, como níveis de colesterol, resistência à insulina, diabetes, hipertensão e trombose; além disso, estas gorduras aumentam também o risco de cancro – em especial da mama, útero, cólon, intestino grosso e rins.

Combater a obesidade e emagrecer com saúde

Combater a obesidade e emagrecer com saúde

Grande parte da população mundial tem atualmente problemas de peso, principalmente obesidade. Os obesos tendem a desenvolver doenças como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Para evitar os males desencadeados pela obesidade, os obesos devem incluir no seu dia-a-dia novas rotinas e hábitos alimentares mais saudáveis.

O mundo atual trouxe, sem dúvida, muitas vantagens e conquistas inegáveis. No entanto, também deu origem a que se desenvolvessem e/ou acentuassem o sedentarismo e o stress, que são comummente considerados dois dos maiores males da sociedade. A isso aliam-se as novas tendências na alimentação, principalmente o fast food, que hoje em dia faz parte da vida da maioria das crianças e adultos. Este tipo de comida tem um alto teor de gorduras saturadas, refrigerantes cheios de açúcar, salgadinhos com uma quantidade enorme de sódio e muitos outros exemplos de nutrição inadequada que criaram uma geração de pessoas obesas. Este tipo de alimentação aumenta o acumular de gordura sob a pele e, com o tempo, pode tornar-se crónica, pois cada vez é mais difícil livrar-se do excesso de peso somente com ajustes no regime alimentar.

O primeiro passo para combater a obesidade e perder peso de forma saudável é, sem dúvida, ter muita força de vontade. Não adianta começar se não tiver a determinação necessária para o fazer. Para dar esse passo, terá de adotar um estilo de vida mais saudável, que inclui novos hábitos alimentares.

Dieta: o caso da filha do Dr. Tallon

dieta Carminha Tallon

A filha mais velha do Dr. José Maria Tallon levou a cabo uma dieta na qual perdeu 40 quilos. Com 1,72m de altura, chegou a pesar 109 quilos, sendo que, na altura a sua obesidade era sentida no silêncio do seu sofrimento interior. Chocolates, bolachas e bolos faziam parte da sua ementa diária, a isto acrescia ainda o facto de Carminha repetir a dose, fosse ao almoço ou ao jantar. Já não fazia intervalos entre refeições…

  • Parece uma ironia do destino a sua própria filha ter chegado aos 109 quilos, quando é a si que grande parte dos obesos recorre para se tratar…

Dr. José Maria Tallon - Tive a paciência suficiente para esperar que fosse ela a decidir. Olhava para ela e via-a destruir-se física e psiquicamente, o que me provocava um certo mal-estar, mas não o suficiente para a obrigar a fazer o que quer que fosse. De vez em quando desafiava-a a comprar roupa, mas ela inventava sempre uma desculpa. Tinha uma desculpa para tudo. Todavia, eu não sabia como é que havia de abordar o assunto, porque as pessoas que vão à consulta fazem-no porque decidiram ir, eu não as interpelo na rua para as convencer a emagrecer.