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A Obesidade como doença crónica

obesidade

A alimentação é um dos aspetos que mais contribui para o bem-estar das pessoas, fornecendo-nos todos os nutrientes e calorias necessários para nos mantermos com energia e com um corpo saudável. No entanto, há diversos fatores que condicionam os nossos hábitos alimentares e o próprio estilo de vida, levando-nos a comer mais do que necessitamos. Como tal, a obesidade é cada vez mais notória, ao ponto de ser já considerada uma doença crónica.

Atualmente, o stress e a falta de tempo fazem parte do quotidiano da maioria das pessoas, que levam um estilo de vida marcadamente tenso. O dia de trabalho é muito preenchido e, muitas vezes, descuramos de uma alimentação equilibrada e saudável, saltando refeições ou ingerindo apenas salgados ou sandes que apenas colmatam a fome à hora do almoço. À noite, pelo contrário, tendemos a comer demais. Como resultado, a comida que ingerimos a mais a esta hora do dia, em que o organismo já não precisa de muita energia, uma vez que é durante a noite estamos em repouso, transforma em gordura que é armazenada no nosso corpo. Desta forma, obesidade vai-se instalando e torna-se uma doença silenciosa.

A obesidade é atualmente um dos principais problemas de saúde na maioria dos países industrialmente desenvolvidos. Em alguns países, como os Estados Unidos, por exemplo, a obesidade chega mesmo a ser considerada uma epidemia, sendo a causa de cerca de 300 mil mortes por ano. Quase metade dos americanos sofre de excesso de peso – incluindo pelo menos 1 em cada 5 crianças.

Siga uma Dieta Saudável e Controle o Stresse

dieta saudável sem stresse

O stresse afeta a maioria das pessoas e é um dos piores inimigos da saúde, conduzindo a uma dieta desequilibrada e pobre em nutrientes. Comer sempre que algo corre mal aumenta a nossa secreção de cortisol, uma hormona que favorece o aumento de peso e a retenção de líquidos.

Seguir uma dieta de emagrecimento é um processo que pode originar stress ou uma certa ansiedade. Mas, com um pouco de disciplina e força de vontade, é possível emagrecer sem stress. O segredo está na adoção gradual de hábitos alimentares saudáveis, não querendo atingir os objetivos em poucos dias. Uma dieta demasiado restritiva e curta só vai desencadear ansiedade  e uma grande sensação de frustração, pois não é fácil eliminar drasticamente alimentos saborosos do regime alimentar, cortar no açúcar, na gordura e nos refrigerantes, além de controlar rigorosamente as horas de cada refeição.

Quando estamos sujeitos ao stress, o tipo de alimentação tende a ser nutricionalmente mais pobre e mais calórico. A ansiedade associada ao stress, stress leva-nos a comer compulsivamente alimentos ricos em gorduras e açúcares que nos fazem engordar e que pouco (ou nada) beneficiam a nossa saúde.

Dicas para evitar a flatulência

flatulência

A flatulência traduz-se num excesso de gases intestinais que pode afetar qualquer pessoa e em qualquer idade, independente do seu estado de saúde, estilo de vida e dos hábitos alimentares.

Alimentos como pão branco, feijão, batatas, repolho, ovos, couve-flor, milho, cebola, brócolos e refrigerantes são potenciais causadores de flatulência devido à sua fermentação no intestino.

A acumulação de gases provoca inchaço e dores abdominais, o que pode originar problemas de sociabilidade e desconforto. A prisão de ventre, colite e má digestão são algumas das doenças gastrointestinais que acabam por propiciar maior produção de gases, sendo que o sedentarismo e a ansiedade a agravar ainda mais.

Conheça a Dieta Montignac

dieta Montignac

Esta dieta, foi desenvolvida pelo médico francês Michel Montignac, a quem deve o seu nome. Montignac tornou esta dieta famosa em 1992, baseando-se na teoria de que a glucose é pouco recomendável e que deve ser evitada na alimentação.

Segundo Montignac, as dietas à base de redução de calorias são um erro, porque o corte que ocorre com este tipo de dieta é apenas temporário. Ao mesmo tempo, diz Montignac, a tendência é recuperar o peso, notando-se muitas vezes um aumento em relação ao peso inicial, originando desequilíbrios metabólicos e criando frustração.

Esta dieta permite comer de tudo com a condição de não misturar determinados alimentos que, segundo Montignac, fazem com que as gorduras se acumulem no corpo. Para o nutricionista, a gordura corporal é provocada acima de tudo pelos “maus” hábitos alimentares: é suficiente portanto adaptá-los a uma nova metodologia para se perder peso e aumentar a disposição física e intelectual.

Vantagens da Dieta Mediterrânea

vantagens da dieta mediterrânea

As doenças cardiovasculares representam uma das principais causas de morte, tendo como maiores fatores de risco a hipertensão arterial, o tabagismo, o stresse, o sedentarismo, o colesterol, a diabetes e os maus hábitos alimentares – caracterizados pelo excesso na ingestão de sal, gorduras e açúcares de absorção rápida, associados à ausência/consumo reduzido de legumes, vegetais e fruta fresca. A  dieta mediterrânea é exatamente o oposto desta alimentação incorreta, uma vez que promove hábitos alimentares saudáveis.

Elsa Feliciano, nutricionista da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), explica que “a dieta mediterrânica corresponde a um padrão alimentar que envolve características relacionadas tanto com os alimentos que ingerimos como com um conjunto de hábitos que fazem deste padrão alimentar um dos mais saudáveis do mundo”. Esta é uma dieta que se caracteriza, entre outras coisas, pelo facto de a quantidade de alimentos ingeridos ser totalmente adequada às necessidades do nosso organismo.

A nutricionista salienta ainda que a “base da pirâmide desta dieta, ou seja, os alimentos que entravam em maior quantidade no dia a dia, eram os cereais, sobretudo os mais escuros, através do pão, do arroz e da massa. Por outro lado, os legumes e a fruta faziam parte de praticamente todas as refeições e eram consumidos diariamente. Depois havia consumos moderados, a maior parte das vezes nem sequer diários, de carne, peixe, laticínios e leguminosas, que entravam na alimentação de uma forma bastante moderada, sendo que quando falamos de carne, falamos sobretudo de pequenos animais, tais como as aves de capoeira, o coelho e eventualmente o porco. As carnes vermelhas eram consumidas mensalmente e em menor quantidade”.