Implicações da tiroide no metabolismo

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A tiroide é uma glândula localizada na parte frontal da laringe e é uma das possíveis causas do aumento de peso. No entanto, as variações de peso (quer se trate de perda ou aumento) só estão relacionadas com a tiroide quando existem disfunções da glândula.

As disfunções da tiroide afetam cinco em cada cem pessoas, podendo ser graves em termos de saúde, uma vez que condicionam o correto funcionamento do metabolismo.

Como funciona a tiroide?

A tiroide atua obedecendo a ordens enviadas pela hipófise, que fica no cérebro, através da hormona TSH (sigla inglesa para a hormona estimuladora da tiroide). O resultado é a produção das hormonas tiroidianas T3 e T4, que regulam a velocidade a que o organismo funciona. Estas hormonas determinam a sua atuação no funcionamento do organismo, controlando os processos que ocorrem no interior das células, ao queimar as calorias ingeridas, a fim de produzir a energia necessária à manutenção das funções vitais e à realização de atividades físicas. Quando essa produção não funciona corretamente, acaba por acelerar ou retardar esses processos.

O stresse e a falta de iodo, nutriente essencial para as hormonas, podem desregular a glândula tiroide, que impulsiona a atuação das hormonas T3 e T4. As mulheres com idade superior a 30 anos são os principais alvos da ação desequilibrada da tiroide.

O que acontece quando a tiroide não funciona convenientemente?

Quando há uma disfunção da tiroide, desencadeiam-se dois processos metabólicos distintos, denominados hipertiroidismo ou hipotiroidismo.

  • Hipotiroidismo
    Ocorre quando o metabolismo se torna lento, ocasionando um menor gasto de energia e o consequente aumento de peso.
    No entanto, há que ter em conta que este processo não é direto, sendo que uma pessoa que sofre de hipertiroidismo, engorda, sobretudo devido ao aglomerar de mucos polissacarídeos (correntes de açúcar usadas na construção de tecidos), que produzem inchaço devido à retenção de líquidos que também ocorre.
  • Hipertiroidismo
    Há uma aceleração do metabolismo, levando a um maior gasto de energia e consequente perda de peso, apesar de se registar um aumento de apetite.

Como se podem detetar as disfunções na tiroide?

Existem três formas de diagnosticar se a tiroide está a funcionar corretamente:

  1. Análises ao sangue:
    Permitem fazer a identificação da quantidade de hormonas TSH, T3 e T4 e também detetar anticorpos antitiroidianos, cuja presença aponta um ataque à glândula.
  2. Cintilografia:
    Como a tiroide usa iodo para produzir hormonas, é induzida no paciente uma versão radioativa do mineral. A radioatividade forma áreas luminosas na imagem, indicando onde há maior ou menor concentração deste nutriente e, desta forma, determinar onde a glândula está a atuar com maior ou menor intensidade.
  3. Ecografia:
    Este exame deteta nódulos impercetíveis na análise clínica, indicando o seu aspeto e localização.
    Em nódulos com uma dimensão superior a 1 cm, os médicos, com base na ecografia, fazem a colheita de algumas células que serão de posteriormente analisadas para afastar a hipótese de cancro.

O ideal é que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível. Se estiver no início, é mais fácil de controlar o funcionamento da tiroide e o paciente ganha em qualidade de vida

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