Os doces não fazem parte dos guias alimentares, como por exemplo a pirâmide alimentar, pois fornecem demasiadas calorias face aos restantes nutrientes essenciais que os constituem. Contudo, os doces são uma fonte importante de conforto emocional e de prazer.

A razão do nosso interesse pelo que é doce está provavelmente relacionada com a necessidade ancestral de assegurarmos a ingestão de energia fundamental à nossa sobrevivência, uma vez que os alimentos ricos em açúcar são naturalmente energéticos. Por vezes, o interesse por estes alimentos pode transformar-se num desejo muito intenso que surge periodicamente. Na realidade, o que provavelmente se passa é que simplesmente nos apetece um momento de prazer, pois precisamos de satisfazer uma necessidade emocional.

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Nas pessoas saudáveis, o consumo de doces só constitui um problema quando se torna um hábito que influencia negativamente o peso corporal ou restringe a ingestão de alimentos importantes. Verifica-se frequentemente que as pessoas limitam o consumo de farináceos (arroz, batata e leguminosas) para poderem comer doces sem o risco de engordarem;  esta  é  uma má prática, pois os farináceos são alimentos com nutrientes essenciais que os doces não fornecem.

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Há ainda algumas pessoas que se sentem viciadas em doces – como pelo chocolate, por exemplo.  Contudo, não podemos falar de um vício propriamente dito, mas sim de uma dificuldade em resistir a certos alimentos pelos quais temos uma preferência especial.

A investigação evidencia que, actualmente, a ânsia por comida é um sentimento bastante comum, que quase todas as pessoas já sentiram num dado momento das suas vidas.

Para evitarmos perder o controlo sobre o consumo de alimentos doces, importa fazer uma alimentação saudável e seguir alguns princípios que não estão longe do que as nossas mães sempre nos aconselharam:

  • Os doces deverão ser consumidos ocasionalmente, por exemplo em momentos festivos;
  • Devem ser servidos de preferência como sobremesa, depois de assegurada a ingestão dos alimentos necessários ao bom funcionamento do organismo, ou seja, no fim de uma refeição que inclua sopa e prato com legumes/hortaliças e fruta;
  • Caso se trate de um alimento transformado (alimento processado industrialmente), deverá optar-se por doces cujo teor em açúcar e gordura seja o mais baixo possível. Para o efeito, deverá consultar-se a informação nutricional do produto em causa.

Dr. Vítor Dauphinet, nutricionista (adaptado)
Fonte: Jornal do Modelo

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